Daí que não é todo mundo que sabe mas, quando eu fiquei grávida achava que era uma menina.
Achava não, eu tinha CER-TE-ZA-B-SO-LU-TA que estava carregando uma ervilha feminina dentro do meu eu. E pra confirmar a minha loucura eu fazia todos os tipos de testes curandeirísticos espalhados por essa internet de meu Deus e só achava que prestavam aqueles em que o resultado era – MENINA.
A minha loucura ensandecida foi tanta que eu convencia todo e qualquer ser humano a minha volta de que ia ter uma filha mulé! E pra ser mãe de menina eu ia ter que começar a me comportar toda trabalhada na phyneza que Deus não me deu, mas que a Glorinha Kalil vende em forma de livro. Já tinha até me preparado pra comprar as roupas do balé e pesquisei aqueles pacotes de manicure mãe & filha, sabem?
O único que não entrou nessa loucura de baby girl foi o Beto. Ele foi o único do contra, que olhou bem pra minha barriga ainda não-barriga e disse: É outro menino. E num é que era mesmo? E ele e o Lucca fizeram comemoração estilo Xou da Xuxa na sala de ultra som (Menino, menino, menino!). Yes, humilhação na sala do ultra som, a gente vê por aqui.
Logo com 12 semanas o Theo já foi mostrando os documentos todos pra mãe dele parar com a palhaçada, e então eu dei adeus aos protetores de berço cor-de-rosa e olá para a Hot Weels; me despedi daquela menininha idealizada (a Nina) e dei olá pro meu filhote real e todo macho que crescia a cada dia.
O Theo nasceu, cresceu e hoje a minha vida é um misto de bolas de futebol, carrinhos, mamadeiras do Corinthians, cuecas do Ben 10 e aulas de Jiu Jitsu (que eu juro, ainda vou dar uma incerta numa quarta-feira a tarde qualquer pra ver aquela criatura fazendo aula de Jiu-jitsu).
Mas nem só de artes marciais e futebol vive a infância do meu filho porque o Theo também adora brincar de... COMIDINHA. Eu acho o máximo ele falar que vai fazer batatinha pra me dar, e fingir que mexe a panelinha de mentira. Nunca, jamais, em hipótese alguma eu repreenderia meu filho por ele querer brincar com algum brinquedo tido como feminino.
Mas tem gente que não pensa como eu...
Nesse final de semana estávamos no berçário do clube, local historicamente freqüentado por filhos e babás. Eu não deixo o Theo sozinho lá porque eu não tenho babá quando tem muita criança porque vira meio um salve-se quem puder e as monitoras não cuidam de ninguém porque estão ocupadas evitando que ninguém perca um olho em alguma brincadeira (menos Mariana, menos). Ontem era um dia que tinha muita criança.
O Theo assistiu um pouco de desenho, jogou bola e depois resolveu brincar na mini-cozinha montada no berçário. Falou que estava fazendo batatinha e bolo de Chicolate. Eu dando as orientações (Ai gente eu sou muito participativa né, quero botar ordem até na brincadeira!): “Isso filho, mexe a panela de batatinha, agora coloca o bolo de chicolate no forno, deixa a mamãe experimentar...” Enfim, a gente tava se divertindo um bocado, ele bancando o gourmet e eu impressionada com a capacidade de brincar de faz-de-conta do meu mestre cuca de 2 anos.
Até que ela apareceu, vamos cahamá-la de Felícia*(os nomes foram trocados para preservar a identidade dos envolvidos). Felícia é a chata do berçário, grita com as crianças menores, não quer dividir os brinquedos, belisca os colegas quando a tia não está vendo. Felícia tem 4 anos e está no berçário quase todos os dias, porque sua mãe faz ginástica e seu pai joga bola, então não sobra muito tempo pra Felícia que, de tanto ficar no berçário assumiu o topo da cadeia alimentar do local.
Felícia olhou bem pro Theo, olhou bem pra mim, respirou fundo, revirou os olinhos e disse:
- Ele é menino. Ele não pode brincar de comidinha.
Daí eu pensei: Cadê a mãe dessa menina minha gente? Que machismo é esse? Preciso providenciar um exemplar de “O segundo Sexo” pra dar de presente pra ela. É um absurdo criar meninas já com esse machismo desde bem pequenas, pra elas crescerem achando que lugar de homem é no escritório e lugar de mulher é na cozinha.
E enquanto eu pensava em levantar-me e perguntar pra tia do berçário quem era a mãe da Felícia, o Theo olhou bem pra cara dela e mandou:
- Eu posso brincar sim. O meu pai faz comida na minha casa.
E voltou a mexer a batata imaginária e a me oferecer pedaços fictícios de bolo como se Felícia fosse invisível.
Que Bevauir que nada minha gente, o negócio é dar o exemplo mesmo, pra criar Meninos e PRINCIPALMENTE meninas cada vez menos machistas!
E você, mãe de menino ou de menina? Já passou por alguma situação parecida? Como lida com as diferenças entre os gêneros? Deixaria sua filha brincar de carrinho e seu filho de boneca? Abre seu coração!
quarta-feira, 2 de maio de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
A mãe, a mulher, a empregada. E quem vai lavar o prato do miojo?
A cada 100 trabalhadoras no Brasil 17 são empregadas domésticas, somando ao todo um exército de 7 milhões de mulheres que lavam, passam, cozinham, cuidam de crianças, colocam água nas plantas, guardam roupas nas gavetas e decidem o que a família vai comer no almoço. Na casa dos outros.
Uma dessas casas dos outros é a minha casa. A Di está lá em casa a mais de um ano e se não fosse ela eu simplesmente não conseguiria dar conta do recado. Afinal de contas são 4 pessoas em casa, um bebê recém-desfraldado e uma criança de 10 anos que leva muito a sério o slogan da Ommo. Porque se sujar faz bem, ele gosta e costuma colocar as roupas de sair pra ir jogar bola (mas a Di não deixa ele passar nem da porta).
Di virou uma espécie de 007 lá em casa. Ela descobre onde estão todas as coisas de todas as pessoas detodo o Brasil toda a família. Faz o almoço todos os dias, lava e passa a nossa roupa, e joga air wick fresh matick (não é ótimo falar isso gente? Quase um mantra? Repitam comigo: air wick fresh matick) deixando a minha casa cheirosa. Ela também me conta quais amigos do Lucca falam palavrão e impede que ele execute idéias como subir em cima da cuba da pia do banheiro e colocar meio corpo pra fora da janela. Só pra olhar quem estava na piscina.
Quando eu chego em casa e o jantar já está pronto, é só esquentar; as roupas limpas e guardadas e a casa cheirando air wick fresh matick. E tudo que eu preciso fazer é limpar o xixi que o Theo acabou de fazer atrás da cortina, fazer mamadeira pra um, providenciar Yakult pro outro, convencer o outro de que jogar vídeo-game sentado na cama é melhor do que jogar vídeo game em pé no assento da cadeira; arrumar as malas de escola do dia seguinte; corrigir lição; colocar todo mundo pra tomar banho; convencer todo mundo a comer; tirar a mesa; ameaçar todo mundo de morte se não escovarem os dentes; colocar todo mundo pra dormir.
Daí que eu já ficava cansada o bastante com os meus afazeres em casa mesmo tendo a Di todo dia, e eu nunca imaginei o quão caótica minha vida ficaria se o elemento “Di” fosse subtraído da equação.
E então aconteceu. Numa segunda feira, sem maiores explicações, chueguei em casa e nada cheirava air wick fresh matick. Ela não tinha ido. Tentei ligar no celular dela e nada. Então coloquei um lencinho no cabelo, um avental e empunhei um espanador de penas de avestruz. .. Mentira. Eu praguejei até contra a quadragésima geração da Di porque né, não custa avisar galera. Resultado: Eu de terninho e havaianas lavando louça, roupa, fazendo comida enquanto o Theo corria atrás de mim pela casa pedindo colo.
No dia seguinte ela me ligou, estava em casa e disse que precisávamos conversar. Pronto. Acabou com o meu dia. Ela ia pedir demissão, eu tinha certeza. Cheguei em casa já esperando o pior. Mas na verdade ela queria me contar que estava grávida e não tinha ido na segunda porque teve que fazer uns exames e demorou pra caramba e ela não sabia como me dar a noticia, ficou sem graça. Que coisa né. Todo mundo lembra do dia em que foi contar pro chefe que a cegonha estava batendo na porta? Que vinha um novo integrante pra família? Que o seu enjôo matinal não tinha nada a ver com a máquina de café da copa? Que, enfim, o gato tinha subido no telhado? Então, eu estava passando por isso, só que na posição oposta à que eu estava a 3 anos atrás.
Claro que eu fiquei muito feliz com a notícia (mais feliz ainda em poder continuar contando com ela lá em casa) e tentei deixá-la tranqüila quanto ao emprego e a gravidez também, afinal de contas o trabalho de empregada doméstica não é bolinho e grávida não tem agilidade nem pra andar reto. Mas eu gosto muito dela e quero que ela se sinta segura nesse momento.
Enfim, tudo isso me fez perceber que a minha família não está preparada pra sobreviver sem uma empregada.Eu não estou preparada. Na ausência dela, TODOS os afazeres domésticos ficariam sob minha responsabilidade transformando assim a minha vida, que hoje cheira a air wick fresh matick, em uma vida com cheiro de cocô. E Ponto.
É engraçado como o trabalho doméstico é automaticamente direcionado para a mulher, e mais engraçado ainda como a gente acaba abraçando essa tarefa, muitas vezes sem pedir ajuda. É cultural, é social, eu sei, mas é extremamente massacrante também.
Acho que está na hora de fazer uma reflexão importante, como mãe, mulher, trabalhadora e ser humano. Até que ponto a responsabilidade é só minha? Não estamos todos vivendo e usufruindo do mesmo espaço? Pois então, nada mais justo do que dividir as tarefas, sem ficar pesado pra ninguém.
Vocês sabiam que os homens dinamarqueses passam, em média, 18 horas por semana executando tarefas domésticas? Isso dá mais ou menos 3 horas por dia. O suficiente para lavar, passar, cozinhar, botar criança no banho e fazer uma comidinha.
Os homens brasileiros passam em média 4 horas por semana executando tarefas domésticas. São 35 minutos por dia. O que é tempo suficiente pra trocar uma fralda, e reclamar do cheiro do cocô por 30 minutos. Colocar a cerveja no freezer e esperar 35 minutos até ela ficar gelada. Cozinhar um miojo e ficar 32 minutos em frente a televisão (e depois largar o prato sujo no braço do sofá).
Enfim, é triste minha gente! A minha sorte é que eu acho que o passaporte do meu marido foi adulterado e ele é na verdade um dinamarquês disfarçado. É um cara que lava, passa, passa pano, bota criança no banho e faz um bacalhau ao forno muito do gostoso.
Mas eu sei que somos exceção. Essa história de dividir trabalho doméstico não acontece em praticamente nenhum lar desse meu Brasil. E sabe de quem é a culpa? NOSSA.
Quem é que cria os meninos pra comer miojo e as meninas pra lavar os pratos? NÓS.
Num futuro muito próximo, a profissão de empregada doméstica só vai ter lugar em museu aqui no Brasil. Estamos indo pelo mesmo caminho que muitos países desenvolvidos, essas mulheres que são hoje empregadas domésticas estarão ocupando outros postos de trabalho. E todas nós, bancárias, operárias, jornalistas, professoras, médicas, enfermeiras, arquitetas, engenheiras... Teremos de lidar com o fato de que nossas casas não vão estar cheirando air wick fresh matick quando chegarmos lá. E todas nós temos hoje o mesmo desafio: Criar nossos filhos e filhas para que daqui a alguns anos seja natural lavar o prato do prórpio miojo. Ou estamos fadadas a viver aquela vida que cheira cocô, pra todo o sempre.
Uma dessas casas dos outros é a minha casa. A Di está lá em casa a mais de um ano e se não fosse ela eu simplesmente não conseguiria dar conta do recado. Afinal de contas são 4 pessoas em casa, um bebê recém-desfraldado e uma criança de 10 anos que leva muito a sério o slogan da Ommo. Porque se sujar faz bem, ele gosta e costuma colocar as roupas de sair pra ir jogar bola (mas a Di não deixa ele passar nem da porta).
Di virou uma espécie de 007 lá em casa. Ela descobre onde estão todas as coisas de todas as pessoas de
Quando eu chego em casa e o jantar já está pronto, é só esquentar; as roupas limpas e guardadas e a casa cheirando air wick fresh matick. E tudo que eu preciso fazer é limpar o xixi que o Theo acabou de fazer atrás da cortina, fazer mamadeira pra um, providenciar Yakult pro outro, convencer o outro de que jogar vídeo-game sentado na cama é melhor do que jogar vídeo game em pé no assento da cadeira; arrumar as malas de escola do dia seguinte; corrigir lição; colocar todo mundo pra tomar banho; convencer todo mundo a comer; tirar a mesa; ameaçar todo mundo de morte se não escovarem os dentes; colocar todo mundo pra dormir.
Daí que eu já ficava cansada o bastante com os meus afazeres em casa mesmo tendo a Di todo dia, e eu nunca imaginei o quão caótica minha vida ficaria se o elemento “Di” fosse subtraído da equação.
E então aconteceu. Numa segunda feira, sem maiores explicações, chueguei em casa e nada cheirava air wick fresh matick. Ela não tinha ido. Tentei ligar no celular dela e nada. Então coloquei um lencinho no cabelo, um avental e empunhei um espanador de penas de avestruz. .. Mentira. Eu praguejei até contra a quadragésima geração da Di porque né, não custa avisar galera. Resultado: Eu de terninho e havaianas lavando louça, roupa, fazendo comida enquanto o Theo corria atrás de mim pela casa pedindo colo.
No dia seguinte ela me ligou, estava em casa e disse que precisávamos conversar. Pronto. Acabou com o meu dia. Ela ia pedir demissão, eu tinha certeza. Cheguei em casa já esperando o pior. Mas na verdade ela queria me contar que estava grávida e não tinha ido na segunda porque teve que fazer uns exames e demorou pra caramba e ela não sabia como me dar a noticia, ficou sem graça. Que coisa né. Todo mundo lembra do dia em que foi contar pro chefe que a cegonha estava batendo na porta? Que vinha um novo integrante pra família? Que o seu enjôo matinal não tinha nada a ver com a máquina de café da copa? Que, enfim, o gato tinha subido no telhado? Então, eu estava passando por isso, só que na posição oposta à que eu estava a 3 anos atrás.
Claro que eu fiquei muito feliz com a notícia (mais feliz ainda em poder continuar contando com ela lá em casa) e tentei deixá-la tranqüila quanto ao emprego e a gravidez também, afinal de contas o trabalho de empregada doméstica não é bolinho e grávida não tem agilidade nem pra andar reto. Mas eu gosto muito dela e quero que ela se sinta segura nesse momento.
Enfim, tudo isso me fez perceber que a minha família não está preparada pra sobreviver sem uma empregada.Eu não estou preparada. Na ausência dela, TODOS os afazeres domésticos ficariam sob minha responsabilidade transformando assim a minha vida, que hoje cheira a air wick fresh matick, em uma vida com cheiro de cocô. E Ponto.
É engraçado como o trabalho doméstico é automaticamente direcionado para a mulher, e mais engraçado ainda como a gente acaba abraçando essa tarefa, muitas vezes sem pedir ajuda. É cultural, é social, eu sei, mas é extremamente massacrante também.
Acho que está na hora de fazer uma reflexão importante, como mãe, mulher, trabalhadora e ser humano. Até que ponto a responsabilidade é só minha? Não estamos todos vivendo e usufruindo do mesmo espaço? Pois então, nada mais justo do que dividir as tarefas, sem ficar pesado pra ninguém.
Vocês sabiam que os homens dinamarqueses passam, em média, 18 horas por semana executando tarefas domésticas? Isso dá mais ou menos 3 horas por dia. O suficiente para lavar, passar, cozinhar, botar criança no banho e fazer uma comidinha.
Os homens brasileiros passam em média 4 horas por semana executando tarefas domésticas. São 35 minutos por dia. O que é tempo suficiente pra trocar uma fralda, e reclamar do cheiro do cocô por 30 minutos. Colocar a cerveja no freezer e esperar 35 minutos até ela ficar gelada. Cozinhar um miojo e ficar 32 minutos em frente a televisão (e depois largar o prato sujo no braço do sofá).
Enfim, é triste minha gente! A minha sorte é que eu acho que o passaporte do meu marido foi adulterado e ele é na verdade um dinamarquês disfarçado. É um cara que lava, passa, passa pano, bota criança no banho e faz um bacalhau ao forno muito do gostoso.
Mas eu sei que somos exceção. Essa história de dividir trabalho doméstico não acontece em praticamente nenhum lar desse meu Brasil. E sabe de quem é a culpa? NOSSA.
Quem é que cria os meninos pra comer miojo e as meninas pra lavar os pratos? NÓS.
Num futuro muito próximo, a profissão de empregada doméstica só vai ter lugar em museu aqui no Brasil. Estamos indo pelo mesmo caminho que muitos países desenvolvidos, essas mulheres que são hoje empregadas domésticas estarão ocupando outros postos de trabalho. E todas nós, bancárias, operárias, jornalistas, professoras, médicas, enfermeiras, arquitetas, engenheiras... Teremos de lidar com o fato de que nossas casas não vão estar cheirando air wick fresh matick quando chegarmos lá. E todas nós temos hoje o mesmo desafio: Criar nossos filhos e filhas para que daqui a alguns anos seja natural lavar o prato do prórpio miojo. Ou estamos fadadas a viver aquela vida que cheira cocô, pra todo o sempre.
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Olha a responsabilidade que dá
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Um Xuper paXeio
Quem tem um filho de 2 anos com energia suficiente pra deixar Angra II no chinelo e mora num apartamento pequeno o suficiente pra deixar o banheiro do Shopping no chinelo, sabe muito bem que tem hora que a coisa fica feia. Não dá pra entreter durante mais de 4 horas “in dor”, não importa quantos DVDs da Disney você tenha em casa gata, assim como adulto, criança também quer sair, ver gente (mais precisamente os avós e o pai que viajou a trabalho), socializar.
Por isso, e porque o maridão tá no México a trabalho (alou, marido, já faz um mês, já deu muita saudade, tá na hora de voltar ok?) resolvi caçar programas infantis paulistanos/cinzentos/em dia de garoa. As opções são muitas, mas como o Theo tem 2 anos, eu estou sozinha aqui em SP (e no Brasil e no mundo (coitada de mim gente) e ainda não comprei aquelas mochilas/coleira em que a guia é o rabinho do macaco) fiquei bem em duvida sobre qual programa fazer.
Parques abertos não dava porque tava chovendo o suficiente pro Ashton Kutchner surfar na marginal.
Cinema é muita concentração pro meu filho. Depois de 40 minutos sentado ele ia começar a falar bem alto: “Mãe tá doendo sua bunda?” ou “Mãe soltei um pum e fedeu” ou “Mãe essa moça aqui do lado é feia”. Trauma de cinema. Sério, o Theo é o chato do cinema. Nossa última tentativa foi tão traumática que eu tenho certeza que a próxima vez que eu for ao Shopping vou ver fotos dele com os dizeres de PROCURA-SE O MINI-CHATO DO CINEMARK em baixo.
Zoológico tava fora de cogitação, bicho não gosta de se molhar tanto quanto a gente. E girafa não tem guarda-chuva. É importante ressaltar (sério Mariana?).
Portanto, como vocês podem ver, por pura falta de opção, fomos ao SP Market no Parque da Xuxa. Eu dirigia pra lá pensando na minha derrota materna porque né, vamo combiná...
Eu sou do tempo em que a Xuxa usava os shorts da Carla Perez e era totalmente Marlene Matos com as crianças.
Eu também sou da época da boneca assassina da Xuxa.
E da nave da Xuxa pegando Fogo. E de ajudantes de palco denominados “Praga” e “Dengue”.
Por essas e outras, eu não queria levar o Theo no parque da Xuxa. Mas ele estava chorando muito, estava chovendo muito, e ir pro Parque da Xuxa era mais perto do que ir pra casa da minha mãe em Itapira.
Chegamos ao shopping e o Theo dormia na cadeirinha, porque tava na hora da minha musculação diária. Malhei o bíceps por uns 15 minutos, até achar o fraldário do shopping, onde emprestam-se carrinhos (Dica: No parque também tem carrinhos mas custa R$10,00 – sim minha gente 10 pilas – enquanto os do shopping são de graça e é permitida a entrada deles no Parque). Coloquei ele no carrinho e ele instantaneamente acordou, pegadinha do malandro.
O shopping é bem sinalizado e tem placas do “Mundo da Xuxa” espalhadas por todo lado. Mas é CLARO que eu me perdi. Encontrado o parque, fui comprar as entradas (sim, crianças acima de 2 anos e adultos pagam o mesmo preço, R$59,00). Achei meio caro, mas eu já tava lá, o Theo já tava acordado e já tinha visto o Tcutchucão.
Os brinquedos são bem cuidados, quase não tinha fila, só nos brinquedos mais requisitados como o Splash e o Carrinho de batida, mas não passava de 15 minutos.
Pontos altos: A maioria dos brinquedos foi projetada pros pais poderem ir junto. O Theo achou o máximo eu ter me molhado toda no Splash. Tem poucas filas, o que pra uma criança de 2 anos é ótimo, o Theo foi 4 vezes no mesmo brinquedo. O atendimento é muito bom. Tem um teatrinho lá dentro que as outras mães estavam falando muito bem. Eu e o Theo não fomos porque eu fiquei com medo dele mandar um: “Mãe soltei um pum e fedeu” no meio do Hamlet do parque da Xuxa. Melhor não arriscar. Tem um castelo da transformação, onde as meninas podem virar princesas, bailarinas e PAQUITAS. Eu só não fui porque não vendia fantasia de Paquita do meu número.
Pontos baixos: Achei meio caro, talvez uns 45 pilas tava bem pago. Não tem áreas de descanso pras crianças, ou um lugar mais calmo pras lactantes amamentarem. As opções de comida são um LIXO resumem-se a um carrinho de cachorro quente, um Frans Café e o famigerado Mc Donald´s. O Theo nunca tinha comido Mc Donalds, mas ficou alucinado quando viu as batatinhas da propaganda. Como pra tudo nessa vida tem uma primeira vez, foi a estréia do Theo na Junk food. Ele só comeu a batatinha e tomou o suco de laranja.
Só fomos embora porque ele teve um desentendimento com uma menininha vestida de paquita dentro de um carrinho de bombeiro (a Paquita queria dirigir com as 2 direções, buzinar as 2 buzinas... A garota vai longe eu diria). Ele já estava com sono. Chegamos em casa, dei banho, janta e antes das 20h00 ele dormiu. E eu não sabia se eu depilava minha perna ou meu bigode ; se fazia a unha ou tirava a sobrancelha; se batia um bolo ou fazia um pão. Ai gente me deixa que eu sou louca, e levo meu filho no Parque da Xuxa, mas né, quem nunca?
Dados do Passeio
Nome: - Parque O Mundo da Xuxa
Endereço: - Av. das Nações Unidas, 22540, Jurubatuba, São Paulo.
Preço:- R$59,70 por pessoa (como pessoa entenda-se criaturas acima de 24 meses)
Por isso, e porque o maridão tá no México a trabalho (alou, marido, já faz um mês, já deu muita saudade, tá na hora de voltar ok?) resolvi caçar programas infantis paulistanos/cinzentos/em dia de garoa. As opções são muitas, mas como o Theo tem 2 anos, eu estou sozinha aqui em SP (e no Brasil e no mundo (coitada de mim gente) e ainda não comprei aquelas mochilas/coleira em que a guia é o rabinho do macaco) fiquei bem em duvida sobre qual programa fazer.
Parques abertos não dava porque tava chovendo o suficiente pro Ashton Kutchner surfar na marginal.
Cinema é muita concentração pro meu filho. Depois de 40 minutos sentado ele ia começar a falar bem alto: “Mãe tá doendo sua bunda?” ou “Mãe soltei um pum e fedeu” ou “Mãe essa moça aqui do lado é feia”. Trauma de cinema. Sério, o Theo é o chato do cinema. Nossa última tentativa foi tão traumática que eu tenho certeza que a próxima vez que eu for ao Shopping vou ver fotos dele com os dizeres de PROCURA-SE O MINI-CHATO DO CINEMARK em baixo.
Zoológico tava fora de cogitação, bicho não gosta de se molhar tanto quanto a gente. E girafa não tem guarda-chuva. É importante ressaltar (sério Mariana?).
Portanto, como vocês podem ver, por pura falta de opção, fomos ao SP Market no Parque da Xuxa. Eu dirigia pra lá pensando na minha derrota materna porque né, vamo combiná...
Eu sou do tempo em que a Xuxa usava os shorts da Carla Perez e era totalmente Marlene Matos com as crianças.
Eu também sou da época da boneca assassina da Xuxa.
E da nave da Xuxa pegando Fogo. E de ajudantes de palco denominados “Praga” e “Dengue”.
Por essas e outras, eu não queria levar o Theo no parque da Xuxa. Mas ele estava chorando muito, estava chovendo muito, e ir pro Parque da Xuxa era mais perto do que ir pra casa da minha mãe em Itapira.
Chegamos ao shopping e o Theo dormia na cadeirinha, porque tava na hora da minha musculação diária. Malhei o bíceps por uns 15 minutos, até achar o fraldário do shopping, onde emprestam-se carrinhos (Dica: No parque também tem carrinhos mas custa R$10,00 – sim minha gente 10 pilas – enquanto os do shopping são de graça e é permitida a entrada deles no Parque). Coloquei ele no carrinho e ele instantaneamente acordou, pegadinha do malandro.
O shopping é bem sinalizado e tem placas do “Mundo da Xuxa” espalhadas por todo lado. Mas é CLARO que eu me perdi. Encontrado o parque, fui comprar as entradas (sim, crianças acima de 2 anos e adultos pagam o mesmo preço, R$59,00). Achei meio caro, mas eu já tava lá, o Theo já tava acordado e já tinha visto o Tcutchucão.
Os brinquedos são bem cuidados, quase não tinha fila, só nos brinquedos mais requisitados como o Splash e o Carrinho de batida, mas não passava de 15 minutos.
Pontos altos: A maioria dos brinquedos foi projetada pros pais poderem ir junto. O Theo achou o máximo eu ter me molhado toda no Splash. Tem poucas filas, o que pra uma criança de 2 anos é ótimo, o Theo foi 4 vezes no mesmo brinquedo. O atendimento é muito bom. Tem um teatrinho lá dentro que as outras mães estavam falando muito bem. Eu e o Theo não fomos porque eu fiquei com medo dele mandar um: “Mãe soltei um pum e fedeu” no meio do Hamlet do parque da Xuxa. Melhor não arriscar. Tem um castelo da transformação, onde as meninas podem virar princesas, bailarinas e PAQUITAS. Eu só não fui porque não vendia fantasia de Paquita do meu número.
Pontos baixos: Achei meio caro, talvez uns 45 pilas tava bem pago. Não tem áreas de descanso pras crianças, ou um lugar mais calmo pras lactantes amamentarem. As opções de comida são um LIXO resumem-se a um carrinho de cachorro quente, um Frans Café e o famigerado Mc Donald´s. O Theo nunca tinha comido Mc Donalds, mas ficou alucinado quando viu as batatinhas da propaganda. Como pra tudo nessa vida tem uma primeira vez, foi a estréia do Theo na Junk food. Ele só comeu a batatinha e tomou o suco de laranja.
Só fomos embora porque ele teve um desentendimento com uma menininha vestida de paquita dentro de um carrinho de bombeiro (a Paquita queria dirigir com as 2 direções, buzinar as 2 buzinas... A garota vai longe eu diria). Ele já estava com sono. Chegamos em casa, dei banho, janta e antes das 20h00 ele dormiu. E eu não sabia se eu depilava minha perna ou meu bigode ; se fazia a unha ou tirava a sobrancelha; se batia um bolo ou fazia um pão. Ai gente me deixa que eu sou louca, e levo meu filho no Parque da Xuxa, mas né, quem nunca?
Dados do Passeio
Nome: - Parque O Mundo da Xuxa
Endereço: - Av. das Nações Unidas, 22540, Jurubatuba, São Paulo.
Preço:- R$59,70 por pessoa (como pessoa entenda-se criaturas acima de 24 meses)
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terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Uma mãe que promete
Eu prometo não mais deixar meu filho enfiar a mão na boca do jacaré, ou meu enteado brincar de cavalinho com ele...
Quando um ano novo começa todo mundo faz uma listinha de promessas com a mais sincera intenção de cumprir até o ano terminar.
Acontece que quando você é mãe até essas tais listas mudam. Saem de cena promessas como perder 5 kilos, aprender esperanto ou começar a fazer Power Ioga pra ficar com o braço igual ao da Madonna. Não minha gente, depois que a gente é mãe as promessas são totalmente diferentes. Segue a minha singela lista:
Em 2012 eu prometo:
1- Não achar que eu sei mais sobre doenças bronco respiratórias do que o pediatra dos meninos, formado na USP e pós-graduado em alguma Universidade fodona de algum país chiquérrimo da Europa (mas ainda posso tentar convencê-lo de que o xarope de guaco com mel da minha avó dá de mil a zero na bombinha pra asma que o Lucca tem que usar);
2- Parar de comer os restinhos do prato do Theo, afinal de contas o Theo já tem 2 anos e 3 meses e os “restinhos” dele consistem em 1/3 de uma coxinha de frango, 2 colheradas de arroz, meia porção de batata frita e por ai vai... Não, eu não vou prometer que vou fazer dieta nem emagrecer;
3- Acabar com a técnica do suborno com o Theo. Ele não vai precisar me dar beijos pra eu pegar os carrinhos dele na prateleira, ou pra colocar o DVD do Carros pela milionésima vez;
4- Vou parar de perguntar o nome e sobrenome das amigas do Lucca na escola, só pra imaginar com que tipo depiriguetes meninas ele está tendo contato nessa fase de pré-pré-adolescência. Afinal de contas elas só tem 10 anos e dançam o “Cu Duro” no recreio brincam de boneca no saguão do prédio;
5- Preciso escrever um livro do tipo “Como ser uma boa madrasta em 10 lições básicas” porque né, vamo combiná, cadê literatura de auto-ajuda que atenda a esse público específico (e afoito por um ombro amigo), esse das madrastas que tem a guarda do enteado? Oi? Mais alguém querendo ajuda nesse departamento de madrasta gente boa que cria enteado? Não? Foi o que eu pensei;
6- Quero ir viajar pra algum lugar com água sem ficar pensando “Pronto, fudeu, vai afogar agora! Cadê o salva Vidas?”, ou pra algum lugar com cavalo e ficar pensando “ É agora que o cavalo sai galopando com o meu filho e/ou enteado e/ou marido e eu tenho que Bancar a Glória Pires em Memorial de Maria Moura e cavalgar atrás!”, ou pra algum lugar com carro, trânsito, mendigo e ônibus e ficar pensando “Se soltar da minha mão atropelou, não solta da minha mão! Olha essa praça! É a cracolândia européia! Agora é a hora que eu conto a história do homem do saco!”... Enfim, eu poderia continuar por horas a fio! Eu prometo, resumindo, ser menos paranóica preocupada;
7- Vou falar menos de como o Theo é desenvolvido, esperto, educado, engraçado, irônico, amoroso, carinhoso, organizado... E eu comentei que ele só tem 2 anos? Não é porque é meu filho não viu;
8- Vou falar menos de como o Lucca é inteligente emocionalmente, maduro, de como ele leva numa boa a nossa relação madrasta/enteado, de como ele é um irmão mais velho dedicado, atencioso e eu já mencionei que ele canta várias músicas em inglês com a pronúncia perfeita? Não é porque ele é meu enteado não, viu;
9- Prometo que eu vou comprar menos sapatos e colocar o dinheiro dos sapatos não comprados na aplicação pra faculdade dos meninos;
10- Escrever mais, muito, se possível diariamente;
Agora me ajudem: Qual das promessas eu vou descumprir primeiro? Porque se tem um esporte olímpico que eu pratico é o Descumprimento de Promessas De Final de ano SEM BARREIRAS!
Quando um ano novo começa todo mundo faz uma listinha de promessas com a mais sincera intenção de cumprir até o ano terminar.
Acontece que quando você é mãe até essas tais listas mudam. Saem de cena promessas como perder 5 kilos, aprender esperanto ou começar a fazer Power Ioga pra ficar com o braço igual ao da Madonna. Não minha gente, depois que a gente é mãe as promessas são totalmente diferentes. Segue a minha singela lista:
Em 2012 eu prometo:
1- Não achar que eu sei mais sobre doenças bronco respiratórias do que o pediatra dos meninos, formado na USP e pós-graduado em alguma Universidade fodona de algum país chiquérrimo da Europa (mas ainda posso tentar convencê-lo de que o xarope de guaco com mel da minha avó dá de mil a zero na bombinha pra asma que o Lucca tem que usar);
2- Parar de comer os restinhos do prato do Theo, afinal de contas o Theo já tem 2 anos e 3 meses e os “restinhos” dele consistem em 1/3 de uma coxinha de frango, 2 colheradas de arroz, meia porção de batata frita e por ai vai... Não, eu não vou prometer que vou fazer dieta nem emagrecer;
3- Acabar com a técnica do suborno com o Theo. Ele não vai precisar me dar beijos pra eu pegar os carrinhos dele na prateleira, ou pra colocar o DVD do Carros pela milionésima vez;
4- Vou parar de perguntar o nome e sobrenome das amigas do Lucca na escola, só pra imaginar com que tipo de
5- Preciso escrever um livro do tipo “Como ser uma boa madrasta em 10 lições básicas” porque né, vamo combiná, cadê literatura de auto-ajuda que atenda a esse público específico (e afoito por um ombro amigo), esse das madrastas que tem a guarda do enteado? Oi? Mais alguém querendo ajuda nesse departamento de madrasta gente boa que cria enteado? Não? Foi o que eu pensei;
6- Quero ir viajar pra algum lugar com água sem ficar pensando “Pronto, fudeu, vai afogar agora! Cadê o salva Vidas?”, ou pra algum lugar com cavalo e ficar pensando “ É agora que o cavalo sai galopando com o meu filho e/ou enteado e/ou marido e eu tenho que Bancar a Glória Pires em Memorial de Maria Moura e cavalgar atrás!”, ou pra algum lugar com carro, trânsito, mendigo e ônibus e ficar pensando “Se soltar da minha mão atropelou, não solta da minha mão! Olha essa praça! É a cracolândia européia! Agora é a hora que eu conto a história do homem do saco!”... Enfim, eu poderia continuar por horas a fio! Eu prometo, resumindo, ser menos paranóica preocupada;
7- Vou falar menos de como o Theo é desenvolvido, esperto, educado, engraçado, irônico, amoroso, carinhoso, organizado... E eu comentei que ele só tem 2 anos? Não é porque é meu filho não viu;
8- Vou falar menos de como o Lucca é inteligente emocionalmente, maduro, de como ele leva numa boa a nossa relação madrasta/enteado, de como ele é um irmão mais velho dedicado, atencioso e eu já mencionei que ele canta várias músicas em inglês com a pronúncia perfeita? Não é porque ele é meu enteado não, viu;
9- Prometo que eu vou comprar menos sapatos e colocar o dinheiro dos sapatos não comprados na aplicação pra faculdade dos meninos;
10- Escrever mais, muito, se possível diariamente;
Agora me ajudem: Qual das promessas eu vou descumprir primeiro? Porque se tem um esporte olímpico que eu pratico é o Descumprimento de Promessas De Final de ano SEM BARREIRAS!
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Mother-nidades
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Buenos Dias Noel! Bye Bye Ken...
Uma das coisas mais legais do Natal era esperar pelo presente.
Sabe aquele friozinho na barriga da véspera, sem saber se aquele brinquedo que você tinha pedido de Natal ia chegar. E as vezes não chegava. Sei lá, eram tempos difíceis, de cruzeiro, cruzado, cruzado novo, cortar zeros e levar 500 mil dinheiros pra comprar uma esfiha e uma Itubaina na cantina da EEPG Júlio de Mesquita Filho (e ainda tinha que sobrar troco pra subornar a Talita, ou então ela quebrava o estojo do Paraquai da Juliana Martins e botava a culpa em mim... Mais sobre a Talita, favor ler AQUI).
Enfim, uma das maiores decepções da minha vida (excluindo o dia em que eu assisti ao vídeo da Britney cantando sem playback. É de deixar qualquer pessoa abalada...) ocorreu num Natal.
Eu tinha pedido um Ken, da Barbie sabe?
Porque afinal de contas eu não tinha nenhum Ken. E toda vez que eu ia brincar de Barbie com a minha prima, Milena, a minha Barbie mais velha, que tinha sofrido com um dos ataques terroristas do meu irmão Pedro e sobreviveu, porém com sequelas (leia-se careca) fazia as vezes de macho. A gente colocava um camisetão nela, calça larga e paletó e aMaria Gadú das Barbies Barbie Careca dava altos pegas nas nossas Barbies.
Era uma coisa bem lésbica que me deixou com sequelas psicológicas pro resto da vida.
Enfim, eu precisava de um Ken. Um Ken era o brinquedo mais desejado e necessitado EVER! E eu fui modesta hein! Porque nessa epoca eu ia brincar na casa da minha amiga Livia e ela tinha o castelo (CAS-TE-LO) da Sheerra, com direito a corujito e tudo mais!
Lembro como se fosse hoje da manha desse Natal. Eu corri pro pe da arvore e fui logo rasgando o papel do presente e assim que consegui abrir eu senti a maior decepcao de toda a minha vida. Tentei disfarcar, porque eu ja sabia a algum tempo que o papai Noel entregava os presentes numa sacola do Mapin, e os meus pais tinham que pagar por isso. Mas foi mais forte do que eu. Eu chorei um choro esmagado, que sai por aquele cantinho ingrato dos nossos olhos, incontrolavelmente.
La, dentro de uma caixinha fechada com durex estava ele. Que deve ter custado naquela epoca alguns mihoes de dinheiros dos meus pais pro papai Noel, que teve por sua vez que ir buscar la no Mapin. Ele. O Galinho Buenos Dias. O despertador Paraguaio mais odiado de todos os tempos.
E foi assim que eu comecei a odiar o Natal. Teve tambem um incidente envolvendo o Noel e a minha irma, mas isso nao foi nada perto do Buenos DIas .
Mas agora eu sou mae e nao preciso envolver meus filhos em questoes polemicas sobre Kens e Galinhos Buenos Dias. Eles vao sentir o friozinho na barriga de esperar na vespera como eu senti duranta varios Natais.
Conviccao reafirmada pela espera do presente de Natal, eu ainda pretendia denegrir a imagem do Noel para os meninos e avisa-los de que ele costumava confundir Ken com Gainho Buenos Dias, mas o marido achou melhor deixar o Rancor de lado, afinal de contas eh Natal, a decoracao da Paulista esta linda, e a gente podia ate dar uma passadinha la no Ibirapuera pra ver a arvore! (Voces perceberam a tecnica? Eh assim que ele faz, ele me confunde gente, tira o foco sabe?).
Providenciei os presentes dos meninosno Mapin na Internet, todos chegaram lindos e embrulhadinhos para serem devidamente escondidos ateh a hora do Noel chegar e levar todo o credito. Mas foi ai que houve um acidente de percurso. O Lucca vai passar o natal desse ano com a mae dele, motivo pelo qual ele iria abrir o presente que tanto queria, e la dentro do pacotge ia estar o que ele queria (e nao um despertador que te acorda em outra lingua), e a gente nao ia estar la pra ver...
Resultado: Lucca ganhou o presente antes do Natal e o Theo ficou traumatizado, porque eu nao deixei ele abrir o presente antes tambem.
Pronto, trauma de Natal passando de uma geracao pra outra! Mas pelo menos dentro da embalagem do Presente dele nao vai ter um Galinho Buenos Dias.
FEIZ NATAL!
Sabe aquele friozinho na barriga da véspera, sem saber se aquele brinquedo que você tinha pedido de Natal ia chegar. E as vezes não chegava. Sei lá, eram tempos difíceis, de cruzeiro, cruzado, cruzado novo, cortar zeros e levar 500 mil dinheiros pra comprar uma esfiha e uma Itubaina na cantina da EEPG Júlio de Mesquita Filho (e ainda tinha que sobrar troco pra subornar a Talita, ou então ela quebrava o estojo do Paraquai da Juliana Martins e botava a culpa em mim... Mais sobre a Talita, favor ler AQUI).
Enfim, uma das maiores decepções da minha vida (excluindo o dia em que eu assisti ao vídeo da Britney cantando sem playback. É de deixar qualquer pessoa abalada...) ocorreu num Natal.
Eu tinha pedido um Ken, da Barbie sabe?
Porque afinal de contas eu não tinha nenhum Ken. E toda vez que eu ia brincar de Barbie com a minha prima, Milena, a minha Barbie mais velha, que tinha sofrido com um dos ataques terroristas do meu irmão Pedro e sobreviveu, porém com sequelas (leia-se careca) fazia as vezes de macho. A gente colocava um camisetão nela, calça larga e paletó e a
Enfim, eu precisava de um Ken. Um Ken era o brinquedo mais desejado e necessitado EVER! E eu fui modesta hein! Porque nessa epoca eu ia brincar na casa da minha amiga Livia e ela tinha o castelo (CAS-TE-LO) da Sheerra, com direito a corujito e tudo mais!
Lembro como se fosse hoje da manha desse Natal. Eu corri pro pe da arvore e fui logo rasgando o papel do presente e assim que consegui abrir eu senti a maior decepcao de toda a minha vida. Tentei disfarcar, porque eu ja sabia a algum tempo que o papai Noel entregava os presentes numa sacola do Mapin, e os meus pais tinham que pagar por isso. Mas foi mais forte do que eu. Eu chorei um choro esmagado, que sai por aquele cantinho ingrato dos nossos olhos, incontrolavelmente.
La, dentro de uma caixinha fechada com durex estava ele. Que deve ter custado naquela epoca alguns mihoes de dinheiros dos meus pais pro papai Noel, que teve por sua vez que ir buscar la no Mapin. Ele. O Galinho Buenos Dias. O despertador Paraguaio mais odiado de todos os tempos.
E foi assim que eu comecei a odiar o Natal. Teve tambem um incidente envolvendo o Noel e a minha irma, mas isso nao foi nada perto do Buenos DIas .
Mas agora eu sou mae e nao preciso envolver meus filhos em questoes polemicas sobre Kens e Galinhos Buenos Dias. Eles vao sentir o friozinho na barriga de esperar na vespera como eu senti duranta varios Natais.
Conviccao reafirmada pela espera do presente de Natal, eu ainda pretendia denegrir a imagem do Noel para os meninos e avisa-los de que ele costumava confundir Ken com Gainho Buenos Dias, mas o marido achou melhor deixar o Rancor de lado, afinal de contas eh Natal, a decoracao da Paulista esta linda, e a gente podia ate dar uma passadinha la no Ibirapuera pra ver a arvore! (Voces perceberam a tecnica? Eh assim que ele faz, ele me confunde gente, tira o foco sabe?).
Providenciei os presentes dos meninos
Resultado: Lucca ganhou o presente antes do Natal e o Theo ficou traumatizado, porque eu nao deixei ele abrir o presente antes tambem.
Pronto, trauma de Natal passando de uma geracao pra outra! Mas pelo menos dentro da embalagem do Presente dele nao vai ter um Galinho Buenos Dias.
FEIZ NATAL!
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